{"id":87,"date":"2023-05-01T17:53:59","date_gmt":"2023-05-01T20:53:59","guid":{"rendered":"http:\/\/marciarodriguespsicologa.com.br\/blog\/?p=87"},"modified":"2023-05-01T17:53:59","modified_gmt":"2023-05-01T20:53:59","slug":"relacionamento-conjugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marciarodriguespsicologa.com.br\/blog\/relacionamento-conjugal\/","title":{"rendered":"Relacionamento Conjugal"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando somos jovens, queremos uma pessoa que seja bonita, simp\u00e1tica, batalhadora, bem sucedida e sexualmente atraente. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reunir todas essas qualidades em uma pessoa s\u00f3. E por uma quest\u00e3o de afinidade, sonhos e metas acabamos nos unindo a algu\u00e9m que possui um significado para n\u00f3s, com quem nos divertimos, mantemos uma boa conversa e muitas outras coisas.<br><br>Passado um tempo, na vida de casado, as contas, obriga\u00e7\u00f5es e responsabilidades nos sufocam. As fantasias sexuais diminuem, pois, associamos a pessoa a momentos comuns do cotidiano \u00edntimo.<br><br>Com o passar dos anos vamos conhecendo outras pessoas que parecem se encaixar melhor em nossas expectativas e a qualidade de relacionamento que estabelecemos com elas tem uma distancia agrad\u00e1vel, sem conflitos de interesses e obriga\u00e7\u00f5es tornando tudo bonito e atraente, mas, muito superficial e irreal, n\u00e3o passando de uma fantasia passageira.<br><br>Ap\u00f3s alguns anos juntos<br><br>Quando casais enfrentam problemas ap\u00f3s anos juntos, quando a rela\u00e7\u00e3o parece sem sentido, vazia, sem atra\u00e7\u00e3o e chata, a primeira coisa a fazer \u00e9 se perguntar: O que nos uniu? Por que nos juntamos? Qual era a vis\u00e3o que tinha do meu c\u00f4njuge? E o principal: O que ele significava para mim?<br><br>\u00c9 necess\u00e1rio entender que tudo no casamento gira em torno do significado da uni\u00e3o. Para alguns pode ser a liberta\u00e7\u00e3o dos pais, para outros a liberdade sexual, ou ainda uma necessidade e depend\u00eancia afetiva, existindo assim infinitas possibilidades.<br><br>Depois de feita essa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 importante notar o que mudou no decorrer do tempo. Houve influ\u00eancias de amizades? Mudan\u00e7as dos objetivos de vida? Problemas de sa\u00fade que tenham aumentado a carga de estresse? Dificuldades na contribui\u00e7\u00e3o financeira de um dos c\u00f4njuges? Insatisfa\u00e7\u00e3o no desempenho sexual ou nos atributos f\u00edsicos do outro? Estas s\u00e3o algumas possibilidades comuns, principalmente no ultimo caso onde o apelo sexual da m\u00eddia alimenta uma fantasia mentirosa.<br><br>Ap\u00f3s essa etapa chega o momento de resignificar o relacionamento conjugal, ou seja, atribuir um novo significado para uni\u00e3o ou resgatar o significado inicial. H\u00e1 necessidade de se trabalhar com todas essas quest\u00f5es para se ajustar o que est\u00e1 divergente.<br><br>Bem, depois de tudo isso voc\u00ea pode pensar e se perguntar: \u201cMinha mulher engordou, envelheceu!\u201d Ou: \u201cMeu marido n\u00e3o me escreve cartinhas, n\u00e3o \u00e9 rom\u00e2ntico, me usa para ser empregada, me trata como a m\u00e3e dele!\u201d Como posso mudar essa pessoa?<br><br>A resposta \u00e9 simples N\u00c3O PODE! A menos que essa pessoa queira e entenda que seja poss\u00edvel mudar. Essas quest\u00f5es s\u00e3o muito profundas e muitas vezes dif\u00edceis de serem compreendidas e reconhecidas pela pr\u00f3pria pessoa.<br><br>Precisamos entender que casamento significa construir uma vida juntos e faz parte deste caminho al\u00e9m das alegrias e conquistas tamb\u00e9m as decep\u00e7\u00f5es, as frustra\u00e7\u00f5es. Saber que se est\u00e1 com algu\u00e9m que n\u00e3o vive apenas para satisfazer nossos gostos, vontades e cumprir todas as nossas expectativas, pois, as diferen\u00e7as nos fazem crescer. Casamento \u00e9 amar e amar \u00e9 uma escolha, ou seja, mais do que sentimento \u00e9 raz\u00e3o!<br><br>\u201cAmar \u00e9 deixar o outro livre, para ser quem ele quiser ser\u201d!<br><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autora: Marcia Rodrigues (Psic\u00f3loga CRP 06\/101416)<\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando somos jovens, queremos uma pessoa que seja bonita, simp\u00e1tica, batalhadora, bem sucedida e sexualmente atraente. Por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel reunir todas essas qualidades em uma pessoa s\u00f3. 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