Liderança Emocional: Equilíbrio entre emoção e Razão

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Todos conhecem pessoas que não conseguem lidar com suas emoções. Normalmente são pessoas com pouca empatia, focadas mais no que se tem que fazer do que em pessoas e devido a isso tem dificuldades para construírem relacionamentos saudáveis. Isto ocorre em qualquer área da vida: como pai (mãe), filho (a), marido (esposa), amigo (a) são pessoas mais rígidas, apenas o que pensam e fazem está correto; só ficam bem se as coisas acontecerem do jeito delas, não conseguem ouvir opiniões e sugestões, se chegam a ouvir não as consideram.

Pessoas que não conseguem conciliar razão com emoção precisam descobrir que esta ligação faz toda a diferença, pois é através dela que conseguem demonstrar a importância dos que o rodeiam tem e assim, se conectar de forma positiva com as pessoas.

No caso de gestores e líderes costumam possuir comportamentos autoritários utilizando-se do argumento do poder e da força, demonstrando indiferença sobre como os outros o veem, podem ter boas intenções mas, péssimos direcionamentos

O comportamento de rigidez desses gestores e líderes traz para o ambiente corporativo uma negatividade que gera conversas e mal-estar criando uma péssima atmosfera no ambiente de trabalho, com alto turnover e dificuldades na construção da equipe.

A capacidade de Entender e gerenciar os próprios sentimentos, assim como, reconhecer e influenciar nas sensações dos outros é valioso e necessário. É uma habilidade importante na liderança, pois através dessas emoções equipes estarão mais envolvidas para chegarem a soluções que superem expectativas, pois serão mais motivadas para alcançar a meta de forma sadia e desafiadora.

Para se ter eficiência o gestor e líder precisa conhecer sua equipe nas pequenas atitudes, por exemplo, um funcionário que sempre foi calmo começa a agir com mais rispidez, um funcionário que há 3 dias chega no trabalho abatido, outro que tem chorado com frequência, nada impede desse gestor ou líder chama-lo para tomar um café ou almoçar juntos para tentar entender o que está acontecendo, ainda que sejam problemas pessoais e a gestão não terá como resolver o funcionário se sentirá acolhido, percebido e verá a preocupação de seu líder, isto com certeza fará toda a diferença. O líder precisa compreender os medos, incertezas e desconfianças de seus liderados para incentivar cada um de maneira personalizada e eficaz, pois somos pessoas singulares, únicas.

Priorizando as trocas entre pessoas antes das tarefas a serem realizadas haverá a construção da base de confiança, autoconsciência e preocupação com o próximo, gerando o equilíbrio entre tarefas a serem executadas e relacionamento profissional, possibilitando criatividade e engajamento no trabalho

Autora: Marcia Rodrigues (Psicóloga CRP 06/101416)